O que a tecnologia tem a ver com a obesidade infantil?
Se antes comíamos guloseimas enquanto assistíamos filmes ou jogávamos vídeo-game em frente à tv, pelo menos revezávamos essas atividades com outras diretamente ligadas ao movimento. Na antiga segurança das ruas, jogava-se bola, brincava-se de pique, peteca, entre outras brincadeiras. Hoje, este hábito foi substituído pela inércia diante dos dispositivos digitais. Não apenas pelo crescimento da violência urbana, mas também pelo desenvolvimento acelerado da tecnologia.
Estudos recentes apontam diversos prejuízos causados pelo excesso de tempo que crianças e adolescentes dispõem em computadores, celulares e tablets. O maior deles é o sedentarismo, que acaba levando ao sobrepeso. Nesse contexto, os pais têm o papel fundamental de incentivar hábitos saudáveis entre os filhos. Mantê-los longe dos dispositivos virtuais não é fácil, mas é preciso impor limites. Atividades ao ar livre e que incluam interação social são indispensáveis.
Um levantamento do Common Sense Media, na Califórnia (EUA), concluiu que crianças de 5 a 8 anos passam quase três horas por dia assistindo TV e usando smartphones, tablets ou outros dispositivos. Outra pesquisa promovida pela Nielsen concluiu que uma em cada cinco crianças de 10 anos tem seu próprio smartphone. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade já atinge 124 milhões de crianças e jovens entre 5 e 19 anos no mundo.
O Brasil registra índice acima da média mundial, com 9,4% das meninas e 12,7% dos meninos acima do peso.
Esses números apontam para uma conclusão: a qualidade de vida também está diretamente relacionada ao tempo que se gasta nos dispositivos. O sedentarismo ligado ao uso excessivo da tecnologia traz consequências como má qualidade do sono, aumento da ansiedade, falta de interação social, obesidade e maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares.
A Academia Americana de Pediatria recomenda algumas dicas importantes:
- Para crianças entre 2 e 5 anos: penas 1h de tela por dia. Esse limite deve aumentar proporcionalmente para as crianças mais velhas.
- Evitar o consumo passivo (deixar uma tv ligada mesmo quando não há ninguém assistindo).
- Manter os dispositivos longe do quarto e da mesa onde são feitas as refeições.
- Os períodos sem os aparelhos devem servir para a realização de atividades em família, como preparar uma refeição, praticar algum esporte juntos ou simplesmente jogar um jogo de tabuleiro ou cartas para estimular a mente.
Cuide da saúde do seu filho, imponha limites para a tecnologia!
Fonte: Medical Site
14 de Março de 2019
