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Os casos de sarampo no Brasil

O sarampo é uma doença grave e altamente contagiosa, causada por um vírus e transmitida da mesma forma que a gripe - pelo contato direto ou por gotículas no ar. No início, os sintomas podem ser facilmente confundidos com um simples resfriado: tosse persistente, coriza, lacrimejamento e irritação nos olhos (evoluindo para conjuntivite), além de febre e mal estar. Somente dias depois da contaminação é que surgem aquelas manchinhas vermelhas (exantema maculopapular eritematoso) na pele de todo o corpo, bem características da doença. 

O diagnóstico é normalmente clínico, mas também pode ser confirmado por exames laboratoriais, como os de sangue e urina, incluindo amostras de secreções de naso e orofaringe. 

A forma mais efetiva de prevenção é a vacina. Para crianças, o Ministério da Saúde recomenda uma dose aos 12 meses e outra aos 15 meses. Para adultos até 29 anos, recomenda-se duas doses. A partir dos 30 até 49 anos, a recomendação é uma dose única. As vacinas podem ser tríplice (contra sarampo, caxumba e rubéola) ou tetra (contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela) viral, sendo contraindicadas somente para mulheres grávidas e pessoas que receberam transplante ou que tenham o sistema imunológico deprimido.

O retorno do sarampo

A doença havia sido erradicada completamente no Brasil em 2016, mas voltou com força em 2018 pela falta de vacina, incentivada por grupos sociais que se posicionam contra a vacinação. Desde então, segundo o Ministério da Saúde, mais de 10 mil casos foram confirmados no país. A vacina imuniza o indivíduo para não contrair a doença. A lógica é simples: uma vez que não se está imunizado, o risco de contágio é enorme. 

Diante dos sintomas, é importante buscar ajuda médica e ficar atento ao calendário de vacinação. 

Sem tratamento, o sarampo pode gerar consequências graves para a vida inteira, como perda auditiva, visual e até danos cerebrais. Em casos extremos, pode levar à morte. 

Por isso, o acompanhamento médico, a ingestão de líquidos e alimentos leves, além do controle da febre são tão importantes para evitar complicações, como meningite e pneumonia.

Fonte: Medical Site

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