Alimentação saudável na infância
Dizem que exemplo é melhor que conselho. Bem, no caso da educação infantil, funciona quando o assunto é alimentação. Se a família inteira mantém um cardápio saudável, a criança vai normalizar o chuchu e a abobrinha e dificilmente rejeitará verduras, frutas e legumes que estão na sua rotina.
É de pequenino que se torce o pepino
Os profissionais da área são enfáticos: é muito importante que a criança entre em contato com frutas e vegetais de todos os tipos desde cedo. Claro, é bom considerar a idade pré-escolar, entre 3 ou 6 anos de idade, quando os pequenos começam a ficar seletivos. É nessa fase que ficam independentes, escolhem o que vestir, o que assistir e o que comer também. Então nem sempre vão gostar de tudo que é oferecido, é normal que rejeitem alguns itens do cardápio saudável.
Nesse momento os pais precisam ter jogo de cintura para respeitar o paladar e a saciedade da criança ao mesmo tempo em que precisam educá-la. Não adianta colocar salsa no molho de tomate, por exemplo, porque elas reconhecem o “verdinho” e, se forçar, podem rejeitá-lo imediata e definitivamente. Essa aversão aos alimentos mais saudáveis só ameniza na vida adulta, quando finalmente adquirem mais consciência sobre a importância de comer bem.
As dificuldades da educação alimentar
Estudos indicam que uma criança precisa comer até 20 vezes um alimento para gostar dele. Então, é possível servi-lo em diversas versões, por exemplo: se a criança não gosta de tomate, mas come o molho, ótimo. Não gosta de legumes puros, mas come uma quiche de legumes, tudo bem. Não gosta de melancia, mas adora o suco. O importante é consumir esses alimentos de alguma forma.
Além do próprio desafio que é o paladar infantil, o estilo de vida moderno, com suas refeições práticas e rápidas, também mudou a rotina das crianças - que agora não estão mais subnutridas, mas beirando à obesidade, sofrendo de diabetes e hipertensão arterial. Então, além de estimular uma alimentação saudável, é preciso também incentivar o aleitamento materno até os 6 primeiros meses de vida, a prática de atividades físicas, manutenção do peso, etc.
O encontro da criança com o alimento deve ser divertido, leve, mas responsável. Cardápios coloridos ou em forma de desenho podem ajudar. Misture receitas que a criança gosta com aquelas que ela ainda não conhece!
O mundo externo na alimentação infantil
Na escola é possível que a criança faça refeições e tenha contato com alimentos que, até então, não faziam parte da sua rotina. Especialmente guloseimas como doces, balas, bebidas de alto valor calórico e baixo valor energético. Por isso é preciso que a escola também esteja comprometida com hábitos alimentares saudáveis.
Os pais ainda terão que enfrentar a mídia e os círculos sociais. Há uma tendência cultural de que as preferências infantis sejam modeladas pelo excesso de carboidrato, açúcar, gordura e sal, seguido de baixo consumo de vegetais e frutas.
Verduras, legumes e frutas são fontes importantes de nutrientes e energia. Crianças que não consomem pelo menos parte desses itens tendem a se tornar adultos com problemas de colesterol, triglicérides, peso ou anemia. Além de falta de disposição, imunidade baixa e alergias. O processo não é fácil, mas uma boa educação alimentar na infância fará de seus filhos adultos mais saudáveis, vivendo com mais qualidade.
Fonte: Medical Site
14 de Junho de 2019
